quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Sociedade e educação: paradoxos


 
Os quatro pilares da educação
¨A educação cabe fornecer, de algum modo, os mapas de um mundo complexo e constantemente agitado e, ao mesmo tempo, a bússola que permita navegar através dele.¨ 

Aprender a conhecer

<!·         Domínio dos instrumentos do conhecimento;
<!·        Exercício da memória, atenção e pensamento;
<!·       Compreensão do ambiente, despertar da curiosidade intelectual, desenvolvimento do sentido crítico, autonomia na capacidade de discernir;
<!·         A especialização não deve excluir a cultura geral¨;
->·        Relatório destaca que novos conhecimentos são produzidos na intersecção entre diferentes áreas do conhecimento.

Aprender a fazer

<!·        Indissociável de aprender a conhecer;
<!·        Aspectos mais diretamente relacionados à formação profissional = por em prática o que se conhece (viabilização de projetos);
<!·        Competências aplicativas passam a ter uma natureza mais cognitiva que manual = as tarefas se tornam menos matérias;
<!·         No universo do trabalho, tornam-se mais importantes qualidades como a capacidade de comunicar, de trabalhos com outras pessoas, de gerir e resolver conflitos.

Aprender a viver juntos

<!
           Deve-se considerar que as análises do relatório apontam para o desenvolvimento das novas gerações e da educação permanente com âmbito em que seja possível superar tenções de dimensão internacional, de modo a ampliar a tolerância e o reconhecimento e aceitação da diferença, sem perder as características e a singularidade de cada indivíduo e grupos comunitários.
<! · É apontada, no relatório, como um dos maiores desafios da educação.
<! · Indicação é operar em duas vias complementares: a descoberta progressiva do outro e a participação em projetos comuns.

Aprender a ser

->·  A educação deve contribuir para o desenvolvimento total da pessoa (espírito e corpo, inteligência, sensibilidade, sentido estético, responsabilidade pessoal, espiritualidade).

DESAMPARO E MASOQUISMO



DESAMPARO:
Vazio inominável, falta de chão, de referência e de fundamento.
MASOQUISMO: Forma privilegiada de ser (serviência) da subjetividade para se proteger do desamparo.


terça-feira, 16 de novembro de 2010

•O conhecimento nas sociedades contemporâneas O lugar da Educação em tempos de paradoxos Sociedade do conhecimento, novas tecnologias e os espaços de formação

Texto de referência: “Educação: um tesouro a descobrir: Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI” – Jacques Delors

Texto de referência: DEMO, Pedro. Ambivalências da sociedade da informação. Ci. Inf. [online]. maio/ago. 2000, vol.29, no.2 

TÓPICOS

Massificação: garantir acesso a educação a ampla parcela da população.
Escola não se adequeou.
Sentidos e objetivos da educação
Musica – Gabriel o Pensador
Trechos: 
“tentando passar de ano pro meu pai não me bater”
“decorei, memorizei... mas não entendi”
“gosto dos professores, mas quero que me ensinem algo que preste”
“decorei toda a lição”
“quero que a escola me prepare para a vida”
Escola como instrumento de decorar.
Instrumentista = conhecimento  -> ferramenta -> utilizar para determinado fim.
Pragmática -> imediato
Desempenhar uma atividade em função.
O outro não tem autonomia ou se tem essa é reduzida.
Formação de sujeitos HETERÔNIMOS
Heteronomia -> conhecimento (não existe conhecimento mais ou menos importante) = valor

Educação

 

Sujeito x Individuo

A filosofia define o sujeito como o próprio homem enquanto fundamento de seus próprios pensamentos e atos. É a essência da subjetividade humana, no que ela tem de universal e singular. O sujeito é definido como sujeito do conhecimento, do direito ou da consciência – seja essa consciência empírica, transcendental ou fenomênica.  
Em Psicanálise o Sujeito: é o sujeito do inconsciente. Quer dizer o sujeito do inconsciente e não o “eu” do inconsciente.  Para o “eu” que fala, o sujeito do inconsciente é um “ele” e não o “eu”. O sujeito é esse “ele” de que fala o “eu”, quando se quer designar como inconsciente. O sujeito é então a própria divisão entre esse “eu” e esse “ele”. O sujeito é aquilo que é representado por um significante para outro significante.
O Individuo é uma unidade distinta e indivisível, cujo organismo se desenvolve pelos processos de maturação e da adaptação ao meio.    

SEXO

Hoje em dia o HEDONISMO, querer somente o próprio prazer, está arraigado em nossa sociedade de maneira que se alguém cede em algo a favor de outro, significa um mal para a pessoa que cedeu.
A questão de não poder fazer escolhas, a não ser pela busca incansável pelo prazer individual, faz com que as pessoas se submetam a um tipo de servidão.



Discussão: No sexo somente um tem que sentir prazer, ou os dois?

Psicologia Social: o homem em movimento

A Construção da Identidade
- Quem sou eu?
- O que é e como formamos nossa identidade?

Relação entre formação da identidade e alteridade
Identidade = caráter dinâmico, versátil, contraditório e mutável.
Cada ser se transforma de acordo com múltiplas identificações que vão se dando ao longo da vida.

Produção de sentido = desde o nascimento, quando a mãe acolhe e instaura o sujeito, porque fala com o bebê. Atribui sentido, insere na cultura, na linguagem.
Apóia o sujeito na borda do inominável, no desconhecido, impossível de suportar.
O sentido se constrói sempre na relação co um/s outro (alter) e os sentidos darão respaldo ao sujeito, pois que estão ancorados nos sentimentos (subjetividade). Daí se criam as redes discursivas, que tecem o sentido social e formam laços.

À medida que crescemos, nossas mudanças se dão a partir de movimentos sucessivos de inserção e ruptura, de identificações e discriminações, que nos aproximam de alguns, nos distanciam de outros.
O outro é sempre aquele em relação ao qual vou reconhecer, ou não pontos de identificação, mas, sempre será aquele que irá ¨mexer¨ nas minhas certezas.
O que eu recuso no outro, não é o que está nele, mas o que de mim, estranho, reconheço nele.

O preconceito, nesse, refere-se ao enrijecimento de determinadas posições de conduta, pouco ou não elaborados, que favorecerão a recusa do outro.
Idem = o mesmo
Alter = o outro
Alien = o estranho (estrangeiro)

Mudança de identidade = Crise de identidade
Nós somos iguais a nós mesmos?
Como se dá o processo de mudança de nossa identidade? Como é possível explicar que cada um de nós muda e, mudando, continua a ser a mesma pessoa?
Mudanças previsíveis (ciclo de vida e experiências correlatas)
Mudanças imprevisíveis (intercursos ao longo de toda a trajetória que escapam ao controle e planejamento)

À guisa do conceito ....
Identidade = composto dinâmico, contraditório, múltiplo e mutável.
Refere-se a um ¨sentimento de mim¨, consciência de um ¨eu¨ diferente e único.

Construção da identidade
Quem é o autor da nossa história? (autoria coletiva da história)

Processos de socialização (processo de identificação – modelos)

Construção da identidade
Nossa identidade se revela como um personagem. (bibliografia, interesses, etc...)

Papéis sociais
Nossa singularidade se constitui por meio do modo único como exercemos nossas atividades, nossas ações.
Prescritos: expectativas de comportamento estabelecidas por um grupo social a determinada posição social.
Desempenhados: modo particular de exercício de um papel social (que pode ou não estar em concordância com sua prescrição).

O lugar do risco na construção do sujeito contemporâneo

Na contemporaneidade...

Não podemos deixar de falar da ADRENALINA, a qual é um sujeito muito importante, quantos jovens num têm desejo, e saltam de bung Jump, pára-quedas, tiram Racha, ou praticam,praticaram o Surf Ferroviário. Em busca do quê?



Adrenalina




Ao falar sobre Surf Ferroviário podemos destacar o fator Transgressão : Fazer algo proibido, que é um paradoxo com a condenação- Risco.
Qual é o gosto de enfrentar a morte? Da competição? Valorizar o Risco e ser reconhecido!

O Surgimento da noção do Risco advém das condutas ordálicas (Ordálio é um tipo de prova judiciária usado para determinar a culpa ou a inocência do acusado por meio da participação de elementos da natureza e cujo resultado é interpretado como um juízo divino.1 Também é conhecido como juízo de Deus, judicium Dei, em latim.

 Mas mesmo com a noção do risco, e conhecimento de que aquilo pode ser perigoso muitos ainda são ousados, para atribuir coragem e por curiosidade experimentam se drogar, beberem até "dar pt".

Para nós jovens, muitas vezes experimentar o desconhecido "é mais gostoso" do que continuar na monotomia! Ouvimos várias histórias sobre as consequências de atos ilícitos que tomamos, mas o gostinho de que conosco não acontecerá se torna mais excitante.